Cláudia Horta

5 Mentiras sobre o dinheiro que podem estar a bloquear o teu sucesso (parte 1)

Índice do Artigo

(Tempo de Leitura: 4 minutos)

Crescemos a ouvir histórias, piadas e anedotas sobre dinheiro. Muitas delas transmitem a ideia de que só há quatro caminhos possíveis para se ter muito dinheiro. Consegues adivinhar quais são? Se alguém tem muito dinheiro é porque:

  1. Nasceu rico (fatalidade divina),
  2. Viveu para o trabalho (penitência e castigo)
  3. Roubou (maldade).
  4. Ganhou o totoloto (sorte).

Se reparares, cada uma destas quatro alternativas, por ser impossível, improvável ou indesejável, pode servir de justificação inconsciente para que nós não façamos nada que possa trazer a possibilidade de virmos a ter muito dinheiro.

É destes bloqueios em relação ao dinheiro que te vou falar neste artigo.

Neste artigo vou partilhar contigo 5 mentiras em relação ao dinheiro. São mentiras que descobri que contava a mim própria. Ou seja, são ideias nas quais acreditava inconscientemente apesar de, racionalmente, não concordar com elas.

Estas 5 mentiras  foram, em grande parte, responsáveis pela estagnação em relação ao dinheiro que senti ao longo da minha vida. Precisei de abandonar estas 5 mentiras para que fosse possível assumir-me como capaz de criar uma fonte de rendimento coerente com a forma como desejo estar no Mundo.

Sei que estas mentiras são crenças inconscientes generalizadas e que condicionam a vida de muita gente.

Por isso digo que são mentiras que precisas de conhecer para poder desbloquear a tua relação com o dinheiro e perder o medo de gastar e receber.

Crenças como estas podem impedir-te de

  • vir a ter sucesso no teu Negócio,
  • ser cada vez mais ser tu própria naquilo que fazes,
  • aprender, de forma espontânea e criativa, formas sempre novas de colocar o teu melhor ao serviço dos outros, e
  • ser reconhecida e valorizada como mereces.

É urgente conhecê-las para as poder transformar!

Mentira 1: Ser Rico É Ter Muito Dinheiro

Uma vez, quando o meu filho Tomás tinha 5 anos, perguntei-lhe o que quer dizer “rico” e ele respondeu que “Rico é uma pessoa que tem muito dinheiro”. Possivelmente, há apenas alguns anos atrás, eu própria daria a mesma definição!

No entanto, não é preciso uma grande reflexão uma grande capacidade de observação de nós próprias e dos outros para começar a perceber, não apenas a limitação desta definição, mas a sua completa falsidade.

Pensa comigo! Porque motivo queremos ter dinheiro? Porque queremos comprar coisas, não é? E porque queremos essas coisas que o dinheiro compra? Se pensarmos nisso, teremos que chegar à conclusão de que queremos comprar coisas que nos vão dar segurança, conforto ou prazer.

Então, o valor do dinheiro reside no aparente poder que ele tem de nos proporcionar segurança, conforto e prazer. Nesse caso, todos os recursos que nos proporcionem igualmente segurança conforto e prazer deverão ser tidos em conta quando consideramos se uma pessoa é ou não “rica”! Isso inclui, obviamente os bens materiais que a pessoa possui, mas também todos os outros recursos que, talvez por o seu valor não se poder reduzir a um valor monetário, muitas vezes não temos em conta ou simplesmente não reconhecemos que existem

Estes recursos incluem, entre muitos outros,

  • Dinheiro
  • Bens materiais
  • Relações
  • Oportunidades
  • Aptidões físicas, mentais e emocionais
  • O corpo
  • Saúde, energia, vitalidade
  • As aptidões naturais
  • O conhecimento, competências e experiências acumuladas ao longo de toda a vida.

 

Uma Mudança de Paradigma

Enquanto antes, com um “emprego seguro” e um “salário certo” ao fim do mês, que era acima da média, eu levava uma vida CONFORTÁVEL, hoje em dia, dedicando-me a criar uma forma de rendimento que me permita ser eu própria, tenho uma vida de SATISFAÇÃO e PREENCHIMENTO.

Enquanto antes eu me sentia insegura, me via totalmente dependente do meu emprego, a ponto de a ideia de sobreviver sem o salário ser muito assustadora, tinha traçado dentro da minha mente ideias claras sobre o que era e o que não era possível para a minha vida em termos de despesas, e, por conseguinte, de investimento ou experiências, hoje em dia não concebo limites, reconheço que os recursos que temos disponíveis vão muito para lá do dinheiro, entendo que sou responsável por materializar os meus sonhos e contribuir, com toda a minha dedicação, para que todos possam trabalhar naquilo que os preenche, confio que os recursos certos estarão sempre disponíveis, pois os recursos nascem da mesma fonte de onde brotam os sonhos!

Este contraste ilustra uma mudança de paradigma. Antes eu vivia segundo um paradigma de escassez. Hoje vivo segundo um paradigma de suficiência. Nada disto tem a ver com a quantidade de dinheiro ou de bens materiais que possuo.

Escassez e sufciência não são descrições do saldo bancário, são paradigmas de vida.

As pessoas que vivem na ESCASSEZ emanam uma qualidade subtil de medo. Elas

  • Sentem necessidade de controlar o mundo à sua volta.
  • Têm dificuldade em reconhecer a possibilidade de as coisas serem diferentes do que aquilo que sempre foram.
  • Sentem as mudanças como ameaças.
  • Confrontadas com uma situação nova, rapidamente se perguntam se irão perder alguma coisa.
  • Vivem com um grande sentido de separação entre elas e os outros.
  • Sentem-se frágeis e dependentes das coisas que possuem.
  • Sentem ansiedade e medo de perder o que têm.

 

As pessoas que vivem na SUFICIÊNCIA emanam uma qualidade subtil de confiança. Elas:

 

  • Reconhecem que não controlam o mundo.
  • Acreditam no significado da palavra POSSIBILIDADE.
  • Encaram as mudanças como oportunidades de aprender coisas novas.
  • Confrontadas com uma situação nova, rapidamente se perguntam com o que poderão contribuir.
  • Vivem com um sentido crescente de conexão com os outros. Assumem a responsabilidade por materializar os seus sonhos.
  • Não receiam o fracasso ou o julgamento.

(CONTINUA…)

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